O olhar de Ronaldo Honorio
Sou som, grão de sonho. Sou ilusório vestígio do céu.
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                          Alma de Chumbo


 O cômodo:
 Manchado por noite densa
Tão tensa
Tal alma de chumbo em coração

Trespassado por incerteza correta
 Ou equação inexata,
 De silente e pérfida solidão,
Tem um tom de vermelho...

O tom de vermelho
Tem som, neste cômodo!
Som de angústia
Que em lamúria veste-se de vergonha
E exila-se na indiferença
De teu suposto amor.

De teu suposto amor
Pelo amor do ego teu
Do meu suposto ardor
Pelo ardor do ego teu.

O cômodo
Tem um ar rarefeito de emoção.
No ar,
Uma flecha busca o sentido
Breve tensão, desejo ou razão
Um alvo qualquer,
Face
Sonho
Ilusão
Num cômodo vazio
Tal alma de chumbo de inexorável e muda canção.




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Ronaldo Honorio
Enviado por Ronaldo Honorio em 02/11/2011
Alterado em 23/11/2018
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