O olhar de Ronaldo Honorio
Sou som, grão de sonho. Sou ilusório vestígio do céu.
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Eternidade

 
     Sou a bússola nos espasmos das expectativas, a pedra com o musgo, a umidade do ar e o intervalo entre as ondas nos oceanos. Fui cor esmaecida nas estepes quando a luz maior era aurora da tua razão. Fluo pelo Shekinah, e descanso no leste do vazio templo. Serei o esquecimento de tua glória. Do filho, descendo; os pais, eu desconheço. No sentido, não existo. Na partida, eu chego. Sou saudades nos fios dos cabelos brancos e algum desejo desprezado no ventre. Na pele lisa e sedosa eu deito meus véus. Nas rugas eu percorro o caminho de volta ao silêncio da valsa das galáxias. Sou o arauto do incognoscível. Sou a Helena da Tróia cósmica, amante do caos e da ordem. Sou idade incontável, sou eterna mentira de tuas ilusões.


 

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Ronaldo Honorio
Enviado por Ronaldo Honorio em 02/11/2008
Alterado em 21/11/2018
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